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terça-feira, 15 de julho de 2014

Objetos do amor de Deus - John Gill

“Alguém pode perguntar: como é possível que uma pessoa seja um filho da ira, e um objeto de Amor, ao mesmo tempo? Pois, os eleitos de Deus são por natureza filhos da ira, como os outros; como, então, ao mesmo tempo, eles podem ser os objetos de Amor? Eu respondo: como Jesus Cristo foi o objeto de Amor e da ira de Seu pai, ao mesmo tempo? Ora, era como se Ele carregasse duas características diferentes, e estivesse em duas relações diferentes com Seu Pai, a saber; por um lado como um filho, e isto com certeza. Como Ele era o Filho de Deus, Ele sempre foi o objeto de Seu amor e júbilo; mas por outro lado Ele era o fiador dos pecadores, Ele era o objeto de Sua ira e descontentamento. Por isso, é dito: Mas tu rejeitaste e aborreceste; tu te indignaste contra o teu ungido (Salmos 89:38), contra o Teu Messias, ou Cristo. Mas, ainda assim, mesmo quando Ele derramou a Sua ira sobre Ele até ao fim, por causa dos pecados de Seu povo; quando Ele ordenou que a Justiça desembainhasse a espada e O ferisse, o Seu amor por Ele não foi no mínimo diminuído. Assim, também os eleitos de Deus, considerados em diferentes pontos de vista, podem ser verdadeiramente ditos serem filhos da ira, e ainda objetos de amor, a um só e ao mesmo tempo. Considerados em Adão, e sob um pacto de obras, eram filhos da ira, expostos às maldições da justa lei de Deus, e passíveis da ira de Deus. Mas, enquanto considerados em Cristo, e sob o pacto da graça, sempre foram, e sempre serão, os objetos do amor de Deus.” 

**  Considerações Sobre O Amor De Deus - John Gill 

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